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Os efeitos da tubulação na qualidade da água

As estações de tratamento não determinam sozinhas a qualidade da água que bebemos. As redes de distribuição incorretamente projetadas e instaladas, assim como a ausência de manutenção, favorecem o aparecimento e a proliferação de colônias de micro-organismos perigosos à saúde pública.

As precaucões usuais, inclusive a aplicação de cloro, não impedem, portanto, a colonização bacteriológica progressiva do sistema. Os micro-organismos mais simples criam um ambiente favorável ao surgimento posterior de bactérias nocivas.

Nos Estados Unidos e Europa, o cobre é um dos materiais mais consumidos nas instalações hidráulicas, e não somente pela demanda da calefação, largamente utilizada no inverno. É que as propriedades bactericidas do cobre, sua potencialidade na prevenção do crescimento de perigosas bactérias patogênicas, a exemplo da Legionella, vem sendo constatada através da pesquisa acadêmica.

Para garantir água potável de qualidade nas torneiras de nossas casas é importante que os micro-organismos sejam mantidos em um nível baixo, adotando-se os padrões de tubulação e normas práticas. As autoridade ligadas a saúde entendem a necessidade de se projetar, instalar e selecionar criteriosamente os materiais do sistema de tubulação. E os estudos em torno do tema avançam.

Pesquisas realizadas pelo Midwest Research Institute, dos Estados Unidos, por exemplo, constataram a capacidade superior do cobre em desativar a E.Coli, uma bactéria muito conhecida por causar distúrbios estomacais. Num recipiente de cobre somente 1% da bactéria permaneceu ativa, após cinco horas de teste. Em outros tipos de material, inclusive o vidro, o nível de bactérias permaneceu o mesmo e, em alguns casos, até aumentou.

Sobre a Legionella, ensaios subsequentes no Centre for Applied Microbial Research, do Laboratório de Serviços de Saúde Pública (PHLS), da Inglaterra, analisaram o crescimento da bactéria em vários materiais de tubuluação, incluindo polibutileno, polipropileno, polietileno, uPVC, cPVC e aço galvanizado. Diferenças importantes surgiram entre eles. Casado a fatores como temperatura e composição da água, constatou-se que o cobre possui propriedades que impedem a proliferação da Legionella.

O resultado desta pesquisa mostra que os níveis totais de bactéria foram reduzidos nas superfícies do cobre quando comparados com a superfície de controle em vidro e os demais materiais de tubulação. Os números totais da flora e da Legionella variaram com a temperatura e com a dureza da água. Entre 40º C e 50º por exemplo, o polibutileno foi mais colonizado que o cPVC, enquanto que a 20ºC a contagem de bactérias no cPVC foi maior que no polibutileno.

O cobre apresentou melhor performance quando testado nas mesmas temperaturas (20, 40, 50 e 60ºC). O estudo mostrou, além disso, que o número de diferentes tipos de bactéria presentes no cobre são reduzidos e que a seleção limitada da flora era inadequada para apoiar a colonização pela Legionella.

As pesquisas de laboratório, nas quais o vidro foi adotado como material comparativo revelaram que o cobre é o único material de tubulação hidráulica que dificulta o aparecimento de biofilmes, enquanto que alguns materiais favorecem níveis mais altos de crescimento de bactérias. As características do biofilme no cobre modificaram-se, significativamente, em comparação com um material inerte como o vidro. O cobre tem menos probabilidade de ir e suportar bactérias patogênicas como a Legionella.

Os estudos dão suporte a evidências de que o cobre, além de altamente compensador em termos de custo e de fácil instalação, tem a vantagem adicional de dificultar o crescimento de micro-organismos que apresentam risco potencial à saúde pública em sistemas de água potável.

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